A Inglesa Colorsound - Sola Sound LTD, surgiu em 1964 e sua contribuição para a historia dos pedais de efeito é inegável. Continuam fabricando seus pedais vintage, que para um leigo talvez passem desapercebidos e sejam taxados de pedais de boutique, por serem coloridos, grandes... mas não se iluda. Esses pedais tem um imenso poder de fogo.
Vou analisar um wha-wha (2, na realidade) que tive, logo com total conhecimento de causa.
A Colorsound fabricou, não sei se ainda fabrica mas creio que sim... vários modelos de wha-wha. Simples, em conjunto com fuzz, com fuzz e volume...
Tive dois amarelinhos que eram esses combos. Wha-wha, Fuzz e Swell (volume).
O primeiro, uma versão em tamanho digamos normal e o segundo exatamente igual, só que em uma caixa mais larga, mas interiormente e sonoramente eram basicamente iguais, não consegui perceber nenhuma diferênça sonora.
Sua construção era bem robusta, mesmo seu box sendo de um metal bem fino, o que o deixava leve, ao contrario de wha-whas como o Cry Baby e o Vox.
O cursor que movimenta os potenciômetros (wha e volume) feito em plástico, nunca me deu problema e funcionava perfeito. Como em todo pedal de wha-wha, aconselho a não mexer neste engenho, a não ser por absoluta necessidade ou insatisfação com o timbre. Todas as vezes que inventei de fuçar esta parte e tentar fazer alguma alteração, tipo tentando posicionar o potenciômetro de forma que me desse mais grave ou agudo (não tentei isto no Colorsound por não haver necessidade, uma vez que sua sonoridade me agradava completamente) ..enfim, em outras marcas tentei...e me dei mal, não conseguindo ajusta-lo novamente de forma satisfatória.
Os jacks dos pedais Colorsound eram outro capítulo a parte. Mesmo sendo feitos de plástico rígido, eram de uma precisão e qualidade absurdas e caso você precisasse tira-los, podia fazer isso com a mão, sem necessidade de nenhuma chave ou alicate. Tenho alguns até hoje, firmes, macios e sem ruidos, e sempre que preciso fazer alguma troca de jacks, recorro a eles.
Os footswitches do fuzz e do wha-wha, se posicionavam da seguinte forma. O do wha-wha ficava na parte dianteira do pedal e o do fuzz, na traseira, onde se posiciona nosso calcanhar. Existia o risco de você ligar o fuzz quando estivesse usando o wha-wha ou o volume, mas comigo nunca aconteceu e sempre funcionaram a contento. Acredito que tenham feito uma versão deste pedal mais larga, justo para não ter este risco.
Esses footswitchs usados neste pedal, são os únicos defeitos que encontrei, pois eram feitos de plástico e não tinham a resistência necessária a esse tipo de peça. Dois deles quebraram comigo..não interiormente, mas na peça que acionamos com o pé. Ainda deu pra ser usado...bastava pegar uma chave de fenda e acionar a chave, mas aí é uma coisa inviável. Imagine você ter que fazer isso no palco..não tem como, além do ridículo que seria. Tive que trocar os foots.
O volume (swell) tinha o curso suave como deve ser um pedal de volume e funcionava sem problemas.
O Fuzz não era uma maravilha, mas se você não tivesse um pedal desses, uma distorção ou um driver qualquer separado, quebrava um grande galho. Não tinha recursos extras para ele, além da chave para aciona-lo, mas creio que a idéia da inclusão dele no wha-wha fosse apenas essa...ter também uma distorção, caso necessário.
De todos os wha-whas que ja tive ou testei, nenhum se compara a este em termos de timbre. Seguramente sua guitarra soará mais bonita com ele e não descarto a possibilidade de usa-lo apenas como um pedal de timbre, estacionado em algum ponto de seu curso. Usando-o normal como um wha-wha, ele brilha com sua gama de frequências realçadas e ao mesmo tempo suaves. Por exemplo..os agudos e os médios não gritam no seu ouvido e nem os graves sôam ôcos, como alguns wha-whas.
Hoje por ser difícil de se conseguir um pedal desses, opto pelo wha-wha da Vox, que é o mais honesto e de timbre mais agradável e gordo que conheço, mas em termos de beleza de timbre, esse da Colorsound, na minha opinião é imbatível.
Blog de Fernando Medeiros, guitarrista e compositor. Assuntos ligados a música, guitarra slide, anos 70, histórias, lugares, instrumentos musicais, grandes guitarristas, bandas imperdíveis, pedais, rock, jazz-rock, blues, progressivo e muito mais.
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quinta-feira, 1 de maio de 2014
Overdriver Colorsound
Overdriver Colorsound
Lançado em 1971 (a versão 9 volts) permanece como um dos mais poderosos pedais de booster/overdriver já lançados.
Simples em sua construção, contava apenas com controles de grave, agudo e driver. Em sua re-edição foi acrescentado um potenciômetro de volume em sua lateral, para que pudesse ser usado como um pedal normal, pois antes a idéia era: Ligue, regule e toque...e não esqueça de usar o volume do amplificador com parcimônia, pois este pedal tem um pré poderosíssimo e é como se você estivesse ligado no 12 do amplificador...podendo até danificar os alto-falantes, caso esqueça de colocar o volume do amp baixo...bem baixo.
Com a adesão deste potenciômetro de volume, este "problema" foi resolvido.
O grande lance deste pedal, além do seu som, sua clareza, peso, ganho... é usa-lo o tempo inteiro ligado e usar o volume da guitarra como o master. Ou seja: Você tem todo o controle de saturação no próprio volume da guitarra e a medida que o abaixa e limpa seu som, o volume não cai tanto como aparentemente acharíamos que isso iria acontecer.
O nível de variação que seus dois controles de agudo e grave permitem, é muito útil para situações em que vc não tem um bom amplificador e até mesmo quando ligado direto no PA. Neste caso, por experiência própria, peça ao técnico de som para reduzir os médios e agudos da mesa..as vezes zera-los mesmo e deixar que você regule o melhor timbre, usando os controles do Colorsound que são extremamentes dinâmicos. Esse pedal é capaz de transformar um amplificador vagabundo em algo com um som bem razoável...sem contar que seu alto ganho e características, fazem um amplicador transistorizado ter uma sonoridade próxima de um valvulado, realmente quente.
Ele funciona muito bem em ambos estilos de amplificadores, mas tenho pra mim que realmente surpreende em um transistorizado...justamente por não faze-lo soar como tal.
Jeff Beck, eu sabia que usava e recentemente li que Jan Akkerman e David Gilmour, entre outros guitarristas, também usaram e talvez ainda usem este pedal.
Além do alto ganho e da dinãmica que ele possibilita nas mãos de um guitarrista que tenha uma boa técnica e conhecimento, a sonoridade dele é bastante clean e aberta e tem um corte sensacional...você sente as notas rasgando, enquanto alguns outros pedais overdriver tem característica mais aveludada, ou abafada. Ele realmente brilha.
O primeiro destes pedais que tive, tinha a carcaça preta e sem o controle lateral de volume. O consegui em 1977 e levei um tempo para entende-lo em sua plenitude. Depois que saquei qual era a dele, me apaixonei e não quis mais saber de outro. Foi reformado inúmeras vezes, até que as trilhas de sua placa começaram a se soltar. A saída que arrumei foi pedir para um amigo fazer uma cópia dele e para minha sorte funcionou exatamente igual...até sua morte definitiva, no final dos anos 80.
Como a oferta de novos pedais era grande, desencanei e parti para outros, mas nenhum me satisfez totalmente, nenhum dos que testei tinha as características que ele tinha.
Algum tempo depois eu estava insatisfeito com um Rat e a pessoa que quis compra-lo era esses caras que negociam pedais, instrumentos... então conversando com ele por telefone, falei do Overdriver Colorsound que eu tanto amava e para minha surpresa ele tinha uma re-edição. Me parece que o cara não conseguia se livrar dele e como o Rat era um pedal que estava na moda na época, nem pensei duas vezes ou em levar vantagem de alguma forma e trocamos os pedais pau a pau. Saímos ambos felizes da vida.
Senti uma leve diferênça na sonoridade..o primeiro soava mais doce e essa re-edição tinha uma sonoridade mais seca e levemente puxando para o médio, além do controle de volume na lateral e também sua caixa agora era cinza... mesmo assim era bom também. Claro que não resisti em olhar ele por dentro e de cara notei algumas mudanças, como circuitos integrados...o anterior usava 3 transistores. Inquieto e como tinha o esquema e sabia as peças do anterior, pedi a um novo amigo e que manjava bem de eletrônica, para me fazer um. Novamente ficou perfeito e pude comparar realmente a diferença de timbre dos dois modelos. Não sei se porque a caixinha que arrumei para montar o pedal era muito pequena, ele deu uma creca e pifou. Como eu tinha a re-edição e este amigo não tinha muito tempo disponível, preferi não chatea-lo pedindo para consertar o pedal.
Outra coisa interessante sobre este pedal. A bateria dura, meu amigo. E você só sente que precisa troca-la quando ela já esta realmente no fim, pois o som começa a dar umas rateadas. Mas não creio ser uma economia inteligente deixar chegar a esse ponto, o caso é que também nunca soube quanto tempo elas duravam, pois por não sentir diferença no som (exceto como falei acima) você simplesmente esquece que ele usa bateria.
Me divertia também ver a cara de espanto de outros guitarristas vendo o som que eu tirava, com o peso, clareza, saturação e porrada, ligado em pequenos amplificadores transistorizados que ninguém dava um tostão. Achavam que eu tinha mexido no amp ou na guitarra, não acreditavam que vinha tudo do pedal.
Certa vez em um festival de bandas, um amigo passou e escutou o som, mas não olhou para detalhes e foi fazer sei lá o que. No final de nossa apresentação ele voltou e depois veio falar comigo. Disse que não acreditou quando viu que eu estava tocando com um pequeno BAG da Giannini. Para ele eu estava plugado em um Marshall, tamanha potência do meu som. Dei risada, é claro.
Ao contrário dos footswitchs dos wha-whas da Colorsound, o foot dele é de metal, hiper resistente e nunca quebrou ou deu qualquer tipo de problema comigo, apenas existe o inconveniente do "pop" quando o ligamos ou desligamos, ser um pouco alto demais...novamente, cuidado com seus alto-falantes.
Lançado em 1971 (a versão 9 volts) permanece como um dos mais poderosos pedais de booster/overdriver já lançados.
Simples em sua construção, contava apenas com controles de grave, agudo e driver. Em sua re-edição foi acrescentado um potenciômetro de volume em sua lateral, para que pudesse ser usado como um pedal normal, pois antes a idéia era: Ligue, regule e toque...e não esqueça de usar o volume do amplificador com parcimônia, pois este pedal tem um pré poderosíssimo e é como se você estivesse ligado no 12 do amplificador...podendo até danificar os alto-falantes, caso esqueça de colocar o volume do amp baixo...bem baixo.
Com a adesão deste potenciômetro de volume, este "problema" foi resolvido.
O grande lance deste pedal, além do seu som, sua clareza, peso, ganho... é usa-lo o tempo inteiro ligado e usar o volume da guitarra como o master. Ou seja: Você tem todo o controle de saturação no próprio volume da guitarra e a medida que o abaixa e limpa seu som, o volume não cai tanto como aparentemente acharíamos que isso iria acontecer.
O nível de variação que seus dois controles de agudo e grave permitem, é muito útil para situações em que vc não tem um bom amplificador e até mesmo quando ligado direto no PA. Neste caso, por experiência própria, peça ao técnico de som para reduzir os médios e agudos da mesa..as vezes zera-los mesmo e deixar que você regule o melhor timbre, usando os controles do Colorsound que são extremamentes dinâmicos. Esse pedal é capaz de transformar um amplificador vagabundo em algo com um som bem razoável...sem contar que seu alto ganho e características, fazem um amplicador transistorizado ter uma sonoridade próxima de um valvulado, realmente quente.
Ele funciona muito bem em ambos estilos de amplificadores, mas tenho pra mim que realmente surpreende em um transistorizado...justamente por não faze-lo soar como tal.
Jeff Beck, eu sabia que usava e recentemente li que Jan Akkerman e David Gilmour, entre outros guitarristas, também usaram e talvez ainda usem este pedal.
Além do alto ganho e da dinãmica que ele possibilita nas mãos de um guitarrista que tenha uma boa técnica e conhecimento, a sonoridade dele é bastante clean e aberta e tem um corte sensacional...você sente as notas rasgando, enquanto alguns outros pedais overdriver tem característica mais aveludada, ou abafada. Ele realmente brilha.
O primeiro destes pedais que tive, tinha a carcaça preta e sem o controle lateral de volume. O consegui em 1977 e levei um tempo para entende-lo em sua plenitude. Depois que saquei qual era a dele, me apaixonei e não quis mais saber de outro. Foi reformado inúmeras vezes, até que as trilhas de sua placa começaram a se soltar. A saída que arrumei foi pedir para um amigo fazer uma cópia dele e para minha sorte funcionou exatamente igual...até sua morte definitiva, no final dos anos 80.
Como a oferta de novos pedais era grande, desencanei e parti para outros, mas nenhum me satisfez totalmente, nenhum dos que testei tinha as características que ele tinha.
Algum tempo depois eu estava insatisfeito com um Rat e a pessoa que quis compra-lo era esses caras que negociam pedais, instrumentos... então conversando com ele por telefone, falei do Overdriver Colorsound que eu tanto amava e para minha surpresa ele tinha uma re-edição. Me parece que o cara não conseguia se livrar dele e como o Rat era um pedal que estava na moda na época, nem pensei duas vezes ou em levar vantagem de alguma forma e trocamos os pedais pau a pau. Saímos ambos felizes da vida.
Senti uma leve diferênça na sonoridade..o primeiro soava mais doce e essa re-edição tinha uma sonoridade mais seca e levemente puxando para o médio, além do controle de volume na lateral e também sua caixa agora era cinza... mesmo assim era bom também. Claro que não resisti em olhar ele por dentro e de cara notei algumas mudanças, como circuitos integrados...o anterior usava 3 transistores. Inquieto e como tinha o esquema e sabia as peças do anterior, pedi a um novo amigo e que manjava bem de eletrônica, para me fazer um. Novamente ficou perfeito e pude comparar realmente a diferença de timbre dos dois modelos. Não sei se porque a caixinha que arrumei para montar o pedal era muito pequena, ele deu uma creca e pifou. Como eu tinha a re-edição e este amigo não tinha muito tempo disponível, preferi não chatea-lo pedindo para consertar o pedal.
Outra coisa interessante sobre este pedal. A bateria dura, meu amigo. E você só sente que precisa troca-la quando ela já esta realmente no fim, pois o som começa a dar umas rateadas. Mas não creio ser uma economia inteligente deixar chegar a esse ponto, o caso é que também nunca soube quanto tempo elas duravam, pois por não sentir diferença no som (exceto como falei acima) você simplesmente esquece que ele usa bateria.
Me divertia também ver a cara de espanto de outros guitarristas vendo o som que eu tirava, com o peso, clareza, saturação e porrada, ligado em pequenos amplificadores transistorizados que ninguém dava um tostão. Achavam que eu tinha mexido no amp ou na guitarra, não acreditavam que vinha tudo do pedal.
Certa vez em um festival de bandas, um amigo passou e escutou o som, mas não olhou para detalhes e foi fazer sei lá o que. No final de nossa apresentação ele voltou e depois veio falar comigo. Disse que não acreditou quando viu que eu estava tocando com um pequeno BAG da Giannini. Para ele eu estava plugado em um Marshall, tamanha potência do meu som. Dei risada, é claro.
Ao contrário dos footswitchs dos wha-whas da Colorsound, o foot dele é de metal, hiper resistente e nunca quebrou ou deu qualquer tipo de problema comigo, apenas existe o inconveniente do "pop" quando o ligamos ou desligamos, ser um pouco alto demais...novamente, cuidado com seus alto-falantes.
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Overdriver, distorção, fuzz.....
Overdrivers, distorções, fuzzes.... é o tipo de pedal que sempre estamos procurando aquele especial.
As opções são incontáveis, mas achar o que te agrada nem sempre é fácil.
Não tive tantos quanto gostaria de testar, mas ao menos sei dos que mesmo sem testar fico com um certo pé atrás.
Pedais que tem apenas 1 controle de tonalidade...esses sempre me decepcionaram...nunca fiquei satisfeito com o timbre final. Prefiro até que não tenha controle nenhum de tonalidade.
Não existe meio termo e você relaxa com o que consegue ou se desfaz do bicho.
Dos que tive, alguns poucos me agradaram.
Tive um Ibanez chamado Mostortion, que soava bem interessante com humbuckings. Apesar de eu não curtir esses captadores, usava em uma Tele de luthier que tive e com ela esse pedal falava muito bem.
O Mostortion não tinha muito ganho, mas tinha controles de grave, médio e agudo individuais e isso fazia muita diferença pra mim que cismo com timbre. Quando fiquei sem essa guitarra (que virou de cobaia para testes) me desfiz do pedal...com single coils não o achava grandes coisas.
DOD FX 55. Uma distorção leve, simples e clean...ganho e volume só.
Era um pedal engraçado...as vezes eu conseguia um som bom e outras vezes não. Reparei que tinha a ver com o nível de volume que eu usasse. Com o amp alto ele falava bem, com pouco volume era difícil. No geral tinha pouco peso e saturação. O maior atrativo que eu via nele era a clareza e o brilho...mas é pouco pra ficar com um pedal. Agora pensando aqui, ele com humbuckings devia soar bacana...já era!
Rat...tem quem ame...quase perdi os cabelos tentando timbrar.
Tinha um knob de filtro que funcionava como tonalidade sem muita opção, como é de praxe nesses controles únicos. Se botava mais agudo, perdia os graves e vice-versa...sem contar que a sonoridade dele me lembrava timbres mais heavy, o que não era a minha praia. Foi-se!
Tube Screamer. Funcionou pra mim como um complemento. Se você usa pouca saturação, é muito bom.
No meu caso, gosto que o pedal tenha um nível de saturação extremo, mas que eu tenha o controle disso na minha mão...sendo mais claro, no controle de volume da guitarra e na dinâmica que eu queira dar com minha mão direita. Pedais cujo ganho você não tem como controlar no volume da guitarra...ou seja, a medida que você o abaixa, o nível de distorção não diminui, não me interessam..me desfaço rápido e sem pena.
Tive alguns da Boss..com os tais controles únicos de tonalidade...não deixaram saudade.
Não estou falando de qualidade, estou falando de características.
O Overdriver deles eu gostava...assim como também gostava do primeiro compressor..ambos tinham apenas 2 controles e nenhum de tonalidade. Depois lançaram com mais recursos...incluindo o tal de timbre e não gostei de nenhum dos dois.
A inglesa Colorsound tinha coisas boas. Um deles era o Overdriver. No talo sôa como um fuzz e tem um pré poderosíssimo. Em amps valvulados não gosto muito, mas em transistorizados fica o bicho...faz parecer que estamos em um valvulado e tem um corte sensacional..não sei exatamente como definir este corte que falo, mas é como defino sua sonoridade.
Foi meu primeiro pedal de driver decente.. tenho um até hoje e adoro.
O primeiro que tive, consegui na época do grupo Hidrante...1978.
De tanto trocar peças quando ele quebrava, vendo que a qualquer hora iria parar de funcionar, pois até as trilhas da placa do circuito impresso já estavam se soltando, mandei fazer uma cópia e ficou praticamente igual. Depois de anos de uso, trocas de transistores e etc...tanto um quanto o outro pifou de vez.
Tempos depois consegui uma re-edição dele... vinha com um potenciômetro de volume em sua lateral. Os primeiros não tinham esse volume...só driver, grave e agudo.
Senti diferença no timbre...(não por causa do pot de volume) os anteriores que tive soavam mais harmônicos e doces...esse novo mais seco e médio.
Tenho um amigo que me quebra galhos e manja de construção de pedais. Pedi pra ele me fazer outra cópia do primeiro Colorsound. Eu tinha o esquema, as peças e também os defuntos...o meu primeiro e a cópia que fiz dele.
Esse amigo fez o pedal e pude comparar os timbres. Acredite, a cópia ficou melhor que o novo, pois usava as mesmas peças do primeiro...e o primeiro como disse, soava mais bonito.
Detesto ficar pisando em pedal...um dos motivos de eu gostar tanto do Overdriver Colorsound, é que toco o tempo todo com ele ligado..controlo a distorção no volume da guitarra.. mas já ha um bom tempo, tenho usado a distorção dos próprios amps em que toco..usando o volume da guitarra da mesma forma que com o pedal..... e claro que levo o Colorsound também. Quando o amp é meu ou o conheço, fica de stand by as vezes, mas quando não conheço o amp...vai que a distorção dele é uma boa porcaria...
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Três wha-whas
3 Wha-whas
Vox, Colorsound e Cry Baby
Uma pequena e rápida opinião sobre wha-whas que já tive.
2 Colorsounds e 2 Cry Baby. Vox só tive um, e dos 3 é o meu preferido.
O Vox é o que tem o som mais cru e real, gordo e consistente.
O que eu tive tinha um recurso de você poder regular o potenciômetro na região de frequência que mais te agradasse...não sei se todos são assim. Preferi não mexer nisso, apesar de ficar tentado.
O Colorsound é o campeão no quesito timbre. Não acredito que tenha outro wha-wha com o som tão bonito quanto ele. Tive 2 amarelos e ambos soavam assim...doces e cristalinos...só não eram gordos como o Vox, e isso pra mim faz bastante diferença no resultado final.
Ele vinha com um fuzz e também funcionava como pedal de volume. O Fuzz quebrava um galho se você não tivesse algo melhor e o volume era bom...normal.
Cry Baby. Acho-os agudos demais, magros demais...Tive dois e não gostei, o que de forma alguma queira dizer que o ache ruim. Suas características de timbre é que não me agradam.
Outras marcas não sei, mas o Vox e o Cry Baby são os mais usados e tradicionais...não tem muito o que inventar.
domingo, 12 de janeiro de 2014
A guitarra e o amplificador
Nem todo valvulado é o máximo. Válvulas sozinhas não fazem milagres.
É impossível dissociar a guitarra de um amplificador, pois é ele quem da voz a ela...ou seja, é ele quem fará a guitarra ser ouvida...e aí também reside o problema. Achar o amp que te agrada. Existem N marcas e modelos no mercado e hoje talvez não seja um trabalho tão ingrato assim, mas em outros tempos não era tão fácil.
No começo dos anos 70 tinhamos as marcas nacionais valvuladas e que se vc tivesse sorte, conseguia ter um bom amplificador. A Giannini fazia cópias muito bem acabadas de amps Fender e existia até uma certa fartura de modelos, de todos os tamanhos. Desde pequeninos como o Minin Mighty, Valiant...a cabeçotes a la Marshall, como o Thor, que era usado pelo Pepeu Gomes na época dos Novos Baianos.
Meu primeiro amp era valvulado... um pequenino da marca Ipame e que soava lindamente com o volume no talo. Depois dele, tive outro da mesma marca, um pouco maior mas que não soava tão bem como o primeiro, apesar de ter mais recursos. Na época de meu primeiro conjunto, tive um True Reverber da Giannini, que era um modelo parecido ou copiado do Fender Twin Reverber. O baixista da banda tinha um cabeçote Phelpa, também valvulado, com uma caixa de 4 falantes de 12 polegadas. Curiosamente eu não gostava do som da minha guitarra no True Reverber e nem ele do som do baixo no Phelpa. Um belo dia descobrimos que o inverso era o máximo. Minha guitarra no Phelpa soava linda e o baixo no True Reverber, da mesma forma. Daí que nos ensaios fazíamos a troca e era só alegria.
Outra marca menos conhecida dos anos 60 e 70, se chamava Alex. Certa vez fui na casa de um cara, não lembro qual o motivo, e ele tinha um combo Alex que lembrava o Fender Bassman com acabamento tweed e parecia ser realmente uma cópia deste amp. O fato é que toquei nele e alucinei. Tinha um timbre maravilhoso, saturava... na mesma hora perguntei para o cara...quer vender? Ele riu e disse...nunca. Nem insisti, mas tinha uma joia ali que ficou passeando nos meus sonhos. Cheguei a procurar outros amps desta marca, mas os que achei não eram grandes coisas.
Amps tem características...valvulados e transistorizados e nem todo amp do mesmo modelo soa exatamente igual. Tem amps que tem o som mais agudo, outros puxam para o médio... são frequências acentuadas no seu som e normalmente características de cada modelo...então pra você timbrar sua guitarra neles, você tem que saber que vai ter que brigar com isso. Normalmente você perde, pois por ser característica do timbre do amp, independente de você zerar o botão de agudos, médios (e tem amps que os controles não zeram)... você não consegue se livrar dessas frequências embutidas. Se um determinado amplificador não te der um timbre próximo do que você quer, se esse amp tem frequências que você não consegue tirar ou atenuar de forma satisfatória e elas transformam o teu timbre em outro, ou você precise recorrer a equalizadores e sei lá mais o que.. bem..desista dele ou se acostume com isso.
A chance de poder testar amps é fundamental. Teste um por um com apuro, pois o volume, o lugar aonde você esta, o que você vai usar no teste...engana muito. Ele com o volume alto pode soar bom ou ruim. Claro que você não vai ter como testar muito alto na loja, então faça o seguinte...eu faria isso. Leva a tua guitarra, o pedal que vc usa pra booster, distorção...enfim..pra solar. Liga o amp, volume baixo pensando como se ele estivesse soando alto, regule tudo do seu jeito e aí você vê se teu som fica bom no amp ou não... se ele chega aonde você quer ou próximo disso.
No meio dos anos 70, a invasão dos transistorizados estava indo de vento em popa. A Giannini não fazia mais amplificadores valvulados, pois a demanda era muito pequena. O rock, guitarras e afins, não tinham o apelo que passaram a ter a partir dos anos 80, então creio que as indústrias não se preocupavam em investir, até porque o sonho de quem tocava não era ter um Giannini.
Na onda dos amplificadores transistorizados, eles lançaram o modelo BAG. Um pequeno combo com um falante de 12. Tive dois. O primeiro era super simples, com 1 botão apenas para tonalidade, um reverber fajuto.. mas a verdade é que por incrível que pareça, o bichinho tinha um timbre bonito, decente e real. Tenho uma gravação de ensaio feita apenas com ele, minha Strato e um phase shifter Small Stone, que não me deixam mentir. Tenho outras gravações onde o uso junto a um Overdriver Colorsound e a boa impressão é a mesma. O segundo desta linha BAG tinha mais recursos e potência, mas o timbre não chegava nos pés do primeiro.
Outros modelos foram lançados, outras marcas, mas não me lembro usando nenhum específico e nem de ninguém falando bem de algum.
Hoje temos opções de transistorizados, valvulados, hibridos (amps transistorizados que usam uma válvula na seção de pré amplificação) ...abundãncia de marcas, das mais conhecidas as menos...
Valvulado x transistorizado
Sempre existiu a discussão valvulado x transistorizado. Na realidade uma grande besteira. São duas classes de amplificadores e seu uso deve ser pautado em praticidade, custo benefício e mesmo, recursos financeiros de quem vai comprar. Se você tem grana, não falo nada, mas se você é um duro... bem, aí tem o caso de todo guitarrista querer ter o seu amp valvulado e é um argumento imbatível; mas no dia a dia, para ralações mundanas, vale muito mais a pena você ter um transistorizado.
Auditivamente falando, um bom valvulado é melhor que um bom transistorizado? É, não ha o que discutir e os motivos são mais que sabidos. Mas um transistorizado de boa qualidade não deixará ninguém infeliz, terá um preço mais acessível, menos cuidados que um valvulado precisa e nem vai te deixar a sensação de que: Putz, gastei uma grana preta em um senhor amp valvulado, tenho que trata-lo a pão de ló, coloco ele pra ralar a noite toda por 3, 4, 5 horas e no final da noite ganho 50 pratas..o que não paga sequer uma válvula do pré, e ainda tenho que tocar um monte de música ruim pra ganhar esses 50 reais.
É a realidade da maioria.
Minha opinião é que se você puder, tenha o seu amp valvulado tão sonhado, mas tenha também algum transistorizado pra botar nas roubadas e nos sons que não valem a pena. Use o valvulado em gigs bacanas e em gravações. Gaste também uma grana a mais mandando fazer um hard case para o seu valvulado...proteja-o.
Meu último amp valvulado foi um Crate Vintage Club 30. O comprei novo em 1995 e o vendi em 2012. Quando se abria o case, passados 17 anos, ainda se sentia o mesmo cheirinho de novo dele...acredite. Esse amp ralou muito comigo e quando o vendi, seu estado foi elogiado pelo técnico que a pessoa que o comprou, levou para ver antes de fazermos o negócio. O melhor investimento para um amp valvulado é um case para ele. Mesmo se ele ficar só dentro de casa.
Hoje temos transistorizados para todos os gostos e bolsos. Gosto da praticidade desses amps, assim como alguns tem o som bem decente. Particularmente gosto dos transistorizados Fender, seu som clean é imbatível, assim como também gosto do reverber deles.
Mas temos muitas opções de marcas e isso é ótimo. A Yamaha fazia e deve fazer ainda, transistorizados fantasticos, assim como também tem excelentes guitarras e baixos...além de baterias, teclados... Nunca peguei algo da Yamaha que fosse ruim.
Outro fator a se analisar na compra de um amplificador é sua potência. Para quê você comprar um amp de 100 watts, se não vai usar nem a metade dessa potência? Sem contar que um amp de 100 watts, normalmente usa uma caixa externa..um trambolhão.. e mesmo se for um combo, teoricamente não será tão pequeno e nem tão leve assim. Parta do princípio de que se você não toca em uma banda famosa, em palcos grandes, para grandes platéias... você precisara de menos. Exceção se você é um guitarrista de Heavy...acredito que a maioria deva sonhar com pelo menos um cabeçote Marshall e uma caixa com 4 falantes de 12...o que também não quer dizer que você não possa fazer o seu Metal com um pequeno combo. Sabendo usar você se vira. Em um valvulado, não pense por exemplo que 30 watts é pouco volume. Essa potência em um amp valvulado é real e você pode se surpreender com a resposta que terá.
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