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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Mutantes - Tudo foi feito pelo sol



   Mutantes no Teatro Tereza Rachel - Rio de Janeiro 1975 - Foto: Marcelo Paschoal


Mutantes  - Tudo foi feito pelo sol

Assisti a alguns shows deles nessa fase.

O primeiro talvez tenha sido no Super Bruni 70, que era um cinema grande, tinha um belo palco e também era usado para shows de rock.
O show estava cheio mas não lotado. Lembro que curti muito, principalmente quando chegou na parte vocal de "Cidadão da Terra".... a hora do "diálogo" entre o Sergio Dias e o baixista Liminha..que era quem fazia a voz grave.

Como em todo show deles que assisti, a guitarra estava baixa.

A divulgação desses shows não era grandes coisas.
Na TV, com sorte falavam algo no Jornal Hoje.
Tijolinhos nos jornais, quando muito alguma matéria ...
Um dos poucos que abria espaço, até porque sua coluna era sobre música, era o Nelson Motta no jornal o Globo.
Fora isso, muito pouco além.... underground puro.


O segundo show com eles foi no MAM (Museu de Arte Moderna)

Esse tava lotado...muito cheio..tanto que me sentei dentro de uma caixa do PA, que colocaram de uma maneira estranha...um pouco afastado do palco e de lado.

O show foi dividido com outras bandas. O Terço, Soma e acho que uma terceira, além dos Mutantes.
A lembrança se foi bom, mais ou menos... é vaga, mas não me lembro reclamando de algo...exceto do lugar em que fiquei.


O terceiro que me lembro, foi na sede Nautica do Botafogo...que por acaso é o meu time.

Mutantes e grupo Espantalho.
Esse grupo é uma incógnita. Não tocou e nunca mais ouvi falar.

Após o show dos Mutantes, Sergio Dias foi no microfone e se desculpou dizendo que não existiam condições humanas, emocionais e nem físicas para o grupo Espantalho se apresentar. Um mistério.
Aparentemente pelo tom sério do Sergio, algo grave havia acontecido com a banda.

O show dos Mutantes foi mais ou menos. Colocaram o palco em uma quadra, um palco muito alto sobre andaimes. O lugar estava vazio, logo, como a acústica não era essas coisas, ficou um pouco pior.


A foto que ilustra a postagem, é de um show no Teatro Tereza Rachel. Não fui neste show e quem me deu a foto foi um amigo chamado Marcelo Paschoal, que além desta, tinha muitas outras do mesmo show.

Algum tempo atrás conheci o baixista Antônio Pedro via Orkut e comentei com ele sobre esta foto e o baixo que ele estava usando.. daí, passei a foto para ele.

Esta foto, hoje ilustra a capa de um Bootleg dos Mutantes.

Não me recordo de ter assistido a outros shows deles...talvez no primeiro Hollywood Rock, no Campo do Botafogo...mas a lembrança é vaga.


domingo, 19 de janeiro de 2014

Rock em cinemas dos anos 70



No início dos anos 70 existiam poucos lugares onde as bandas se apresentavam. Dentre eles o cinema Super Bruni 70, que ficava na Visconde de Pirajá no final de Ipanema, próximo ao canal do Jardim de Alá.
A única foto que consegui na net e que mostra um pedaço da frente do cinema, é esta de Luiz Pinto.

Foi também no Bruni 70, como o chamávamos, que assisti pela primeira vez ao filme sobre o Festival de Woodstock.
Até 1974 ou 75, este grande cinema também foi palco de shows de rock. Assisti entre outros, aos Novos Baianos, Mutantes da fase progressiva, O Terço, um festival onde tocaram várias bandas menos conhecidas...creio que a Barca do Sol também se apresentou neste dia.

Outro cinema que andou tendo shows de rock, foi o também extinto Bruni Copacabana, que ficava em uma galeria na rua Barata Ribeiro, no posto 4, em Copacabana. Assisti ao Vímana, mas não me recordo deste show pois tocaram tão alto que ninguém entendeu patavinas...e nem sei porque tocaram tão alto, só tinham uns 10 gatos pingados na plateia.

Neste mesmo cinema, assisti nos anos 60 ao filme dos Beatles, "Os reis do iê iê iê".
Lembro que minha irmã me levou, que só tinham mulheres na plateia (adolescentes) e que foi uma gritaria dos diabos. Eu, cinco anos mais novo, olhava e não entendia porque elas estavam gritando.


Alguns cinemas, se não se aventuravam a por bandas tocando, ao menos tinham uma certa tradição em exibir filmes de música...de rock, para ser mais exato.

Assisti ao chatíssimo "Concerto para Bangla Desh" no cinema Caruso, que ficava no posto 6, no final da Avenida Nossa Senhora de Copacabana. Se não me engano, foi lá que também assisti a opera rock Tommy do The Who e também ao Fantasma da Ópera.

Os cinemas que mais exibiam filmes de rock, eram os chamados poeira e existia uma tradição de passa-los no horário da meia-noite.. e lotavam.

Era também tradição, acontecerem shows nesse horário em teatros como o Opinião, Teatro da Praia, Casa do Estudante Universitário e o próprio Super Bruni 70.

Voltando aos filmes, assistíamos no Riviera, Ricamar, Alaska e no cult e quase poeira Cinema 1, que ficava na rua Prado Junior em Copacabana...reduto da Boemia, prostitutas, artistas, músicos...



Assisti ao pouco conhecido filme "The Last Days Of Fillmore East", que me lembre no Riviera, no Ricamar e também no Cinema 1.. neste, creio que foi a última vez que esse filme foi exibido.

No poeira Alaska, na outrora famosa galeria de mesmo nome, assisti Easy Rider. Meu primeiro filme para maiores de 18 anos...sendo que eu ainda nem sonhava em ter 18 anos..entrei de penetra com um amigo.

Também assisti nele, Monterey Pop, Wattstaxs (um festival com músicos negros) e também alguns proibidos para menores.

Cinemas mais chiques, exibiam filmes que teoricamente trariam muito público. Metro, Art Palacio, Copacabana...entre outros, neste mesmo bairro.
Joe Cocker and The Mad Dogs...que tenho uma lembrança mas não a certeza de que deram outro nome...algo como Joe Cocker e a turma da pesada. Janis (sobre a Janis Joplin), um filme sobre um festival de rock and roll, com músicos como Chuck Berry e Little Richard, The Song Remains The Same, do Led Zeppelin e talvez mais algum outro que não me recordo.